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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Trabalho Perigoso


O trabalho é visto, muitas vezes, como uma obrigação, algo que fazemos por necessidade. Poucas vezes ouvimos alguém falar que gosta de seu trabalho, que tem nele uma fonte de prazer e satisfação.
Pior ainda, algumas atividades podem ser perigosas, de fato. Não se trata dos aspectos legais e previdenciários que definem periculosidade. Este tema será abordado num próximo post, certamente. De uma forma didática, há trabalhos que podem realmente significar risco para o próprio trabalhador ou para terceiros.

Já falamos sobre o trabalho em altura. Apenas recentemente surgiu uma norma regulamentadora para definir o que deve ser avaliado, os cuidados com as rotinas preventivas. De uma forma semelhante, há os espaços confinados, igualmente contemplados com orientações normatizadas. Mesmo assim, persiste a possibilidade da falha, porque há sempre o elemento humano, variável por natureza. Para se tratar de um risco, é preciso conhecê-lo e reconhecê-lo. Se assim é, a limpeza de uma caixa de água pode ser enquadrada em algumas destas condições? Se for, tomaremos todas as medidas definidas nas normas?
Pessoas são diferentes, pensam e agem de forma diferente. É por isto que a OHSAS (Occupational Health and Safety Advisory Services) preconiza a avaliação comportamental dos trabalhadores quando trata de tarefas envolvendo riscos.

Vamos ampliar um pouco mais esta avaliação. Não chega a ser raro que apareça alguma notícia contando que algum jovem foi espancado pelo segurança de uma casa noturna, ou do vigilante que atirou no cliente do banco. Da mesma forma, motoristas profissionais sofrem acidentes causando vítimas inocentes, muitas vezes por estarem trabalhando em jornadas inadequadas, ou por estarem sob efeito de álcool ou drogas, ou apenas por uma condição médica não identificada ou não tratada.
As consequências, em quaisquer destes casos, atingirão o trabalhador, os inocentes envolvidos, e a empresa empregadora. Os prejuízos ultrapassam os tangíveis, mas podem ser pesados a ponto de comprometer a estabilidade destas pessoas e empresas.

Sob esta ótica, lembremos que motoristas, operadores de equipamentos móveis (pontes, talhas, empilhadeiras), vigilantes armados, estes são os trabalhadores evidentemente enquadrados nas condições que acabamos de considerar. Há outros, trabalhadores em manutenção, caldeiraria ou estamparias, talvez também enquadrados. Todos deveriam ter avaliação médica e comportamental específica, se quisermos garantir a segurança de pessoas e empresas.
Pense a respeito e tome sua decisão. A segurança deveria ser sempre um fundamento, e não apenas uma opção.

Dr. Conrado Ruiz.


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